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Açúcar do amido pode ser solução barata e ecológica na extração do ouro


O uso de um determinado tipo de açúcar pode substituir o cianeto para extrair ouro ou recuperá-lo de componentes eletrônicos descartados a um preço módico e sem causar danos ao meio ambiente, afirmam cientistas que dizem ter descoberto por acaso essas propriedades surpreendentes de um derivado do amido.
A indústria mineradora recorre principalmente ao cianeto, uma substância extremamente tóxica, para dissolver o ouro e recuperá-lo por meio de filtragem.
Dessa forma são extraídos mais de 80% do ouro produzido em todo o mundo em processos que supõem riscos ambientais importantes e para a saúde humana em caso de vazamento.
 fevereiro passado, em uma metalúrgica do norte do Japão foi registrado um vazamento de cinco toneladas de resíduos com cianeto de sódio, quantidade suficiente para matar 125 mil pessoas. Felizmente, a neve absorveu grande parte desse vazamento.
"A eliminação do cianeto da indústria [do ouro] é de importância vital para o meio ambiente. Nós conseguimos substituir essas temidas substâncias por uma matéria branca, biologicamente inofensiva, derivada do algodão", resumiu Fraser Stoddart, um químico da Universidade Northwestern de Illinois, nos Estados Unidos.
A equipe de Stoddart assegura ter feito esta descoberta por acaso, tentando produzir em laboratório pequenas estruturas cúbicas capazes de armazenar gases ou outras moléculas.
Zhichang Liu, principal autor do estudo publicado nesta terça-feira (14) na revistaNature Communications, misturou o conteúdo de dois tubos de ensaio: um com alfa-ciclodextrina, um tipo de açúcar resultante da degradação do amido por uma bactéria, e o outro com uma solução que continha ouro. De forma inesperada, minúsculas agulhas se formaram rapidamente na mistura.
"A princípio fiquei decepcionado porque minha experiência não produzia cubos, mas, ao ver as agulhas, quis saber mais sobre sua composição", explicou o pesquisador em comunicado da Universidade.
As verificações revelaram que essas agulhas surpreendentes eram complexos de íons de ouro capturados por átomos, água e ciclodextrina.
"Zhichang encontrou uma fórmula mágica para isolar o ouro de qualquer outra coisa, e de forma ecológica", afirmou Fraser Stoddart.


Disponível em: http://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2013/05/14/acucar-pode-ser-alternativa-ecologica-na-extracao-do-ouro.htm
Acesso em: 14 maio 2013.

Postado por: Mariane da Silva

Prédio na Alemanha é movido a algas e se torna capaz de gerar energia renovável


A alga é a mais nova aposta da construção sustentável. Prova disso é o primeiro edifício do mundo movido a algas, inaugurado em Hamburgo, na Alemanha. Por conta delas, o prédio será capaz de gerar biomassa como fonte de energia renovável.
Para abrigar as algas, a fachada do prédio foi “revestida” por grelhas, que permitem o crescimento acelerado das algas. Esse sistema é capaz de absorver CO2 e, por meio da fotossíntese, gerar uma biomassa.
A coleta desta biomassa é feita com permutadores de calor e armazenada numa instalação de biogás de metano próxima ao local. O material é, em seguida, novamente colocado no edifício e usado para aquecer o reservatório de água.
Segundo a Arup, responsável pelo projeto, é possível extrair cerca de 15 gramas de biomassa por dia de cada metro quadrado de fachada com alga. Por ano, essa quantidade diária de biomassa pode produzir cerca de 4.500 kWh de energia elétrica, o equivalente ao consumo médio de uma família de quatro pessoas.

Mais vantagens

Além da economia de energia, as algas instaladas no prédio também proporcionam um isolamento acústico, impedindo a entrada de ruídos, e também conseguem “resfriar” as paredes, mantendo uma temperatura baixa do edifício de uma forma natural, sem a necessidade de sistemas de ar condicionado.

Espera-se que a BIQ House, como foi chamado o projeto, seja um pontapé para outras empreitadas ecológicas. Em entrevista ao site Daily Mail, Simon O’Hea, um dos diretores da ação, disse que as fachadas de prédios serão muito mais que um simples revestimento. Elas serão responsáveis pela autossuficiência dos edifícios do futuro.


Disponível em:
http://www.swu.com.br/blog/2013/04/sustentabilizese/acreditesequiser/predio-na-alemanha-e-movido-a-algas-e-se-torna-capaz-de-gerar-energia-renovavel/
Acesso em: 20 abr. 2013.

Postado por: Mariane da Silva

Compostos petroquímicos são produzidos com óleo vegetal


Pesquisadores desenvolveram uma técnica capaz de produzir grandes volumes de matérias-primas químicas, hoje obtidas pelo processamento dos combustíveis fósseis, a partir do biocombustível líquido mais barato disponível atualmente.

O novo processo transforma óleos de origem vegetal nos mesmos materiais usados na fabricação de quase tudo na indústria química, de solventes e detergentes a plásticos e fibras.[Imagem: Phil Badger/Renewable Oil Internatiional]

Óleo de pirólise

Os cientistas da Universidade de Massachusetts, nos EUA, comprovaram que é possível obter vários compostos químicos - incluindo benzeno, tolueno, xileno e olefinas - a partir do bio-óleo pirolítico, um combustível líquido obtido da biomassa que é muito barato.

O novo processo tem potencial para reduzir ou até mesmo eliminar a dependência da indústria dos combustíveis fósseis. Estima-se que a indústria desses químicos industriais movimente cifras na faixa dos US$ 400 bilhões ao ano.

Os óleos de pirólise podem ser produzidos a partir de resíduos de madeira, resíduos agrícolas e de grãos não-alimentícios.

O novo processo transforma esses óleos de origem vegetal nos mesmos materiais usados na fabricação de quase tudo na indústria química, de solventes e detergentes a plásticos e fibras.

Petroquímicos verdes

A conversão de bio-óleo em compostos químicos industriais é uma meta perseguida em todo o mundo. Mas os processos desenvolvidos até agora tinham rendimento muito fraco para serem comercialmente competitivos.

"Mas aqui nós mostramos como atingir um rendimento três vezes maior do óleo de pirólise. Nós essencialmente estabelecemos uma rota para converter os óleos de pirólise de baixo valor em produtos com um valor maior do que os combustíveis líquidos usados em transporte," afirmou George Huber, coordenador da pesquisa.

Em um artigo publicado na revista Science, Huber e seus colegas mostram como fazer olefinas, tais como etileno e propileno, a matéria-prima de muitos plásticos e resinas, além de compostos aromáticos, como benzeno, tolueno e xilenos, usados em tintas, plásticos e poliuretano, a partir de óleos de pirólise de biomassa.

Reação ajustável

Os pesquisadores desenvolveram uma abordagem catalítica integrada em duas etapas, que começa com um estágio "ajustável" de hidrogenação de reação variável.

A segunda etapa usa um catalisador à base de zeólitas, um mineral que tem a estrutura porosa adequada e locais ativos para converter as moléculas da biomassa em hidrocarbonetos aromáticos e olefinas.

No artigo, os pesquisadores discutem como escolher entre três opções, incluindo as etapas de hidrogenação de baixa e alta temperatura, bem como a conversão com zeólitas, de forma a obter os melhores resultados.

Os dados indicam que "a proporção de olefinas-aromáticos e os tipos de olefinas e aromáticos produzidos podem ser ajustados de acordo com a demanda do mercado."

Os pesquisadores construíram uma usina-piloto para testar todas as variáveis, que já está em funcionamento, produzindo os químicos em pequena escala.


Acesso em: 13 mar. 2013.

Postado por: Regina Guimarães

Descoberto Petróleo no Espaço

Petróleo espacial

Para quem acreditava que o pré-sal era a fronteira final do petróleo, os astrônomos têm uma surpresa.

Eles descobriram "indicações de vastas reservas de petróleo na Nebulosa Cabeça de Cavalo".

A Nebulosa Cabeça de Cavalo, localizada na Constelação de Órion, fica a 1.300 anos-luz da Terra, o que certamente a torna menos acessível do que os depósitos do pré-sal.
 
Mas a descoberta pode reavivar o interesse pelas teorias abióticas do petróleo, que afirmam que o valioso óleo pode ser de origem mineral, e não um composto fóssil oriundo da degradação de matéria orgânica.


Jérôme Pety e seus colegas descobriram os hidrocarbonetos interestelares - moléculas de C3H+ - usando o radiotelescópio de 30 metros do Instituto de Radioastronomia Milimétrica (IRAM), na Espanha.

A Nebulosa Cabeça de Cavalo está sendo chamada pelos astrônomos de "refinaria cósmica". [Imagem: ESO]

Refinaria cósmica

Devido à forma peculiar e facilmente reconhecível que lhe deu o nome, a Nebulosa Cabeça de Cavalo é um dos objetos celestes mais fotografados pelos astrônomos.

Mas é também um fantástico laboratório de química interestelar, onde o gás de alta densidade, aquecido pela luz de uma estrela supermaciça, continuamente interage e desencadeia reações químicas em muitos níveis.

A molécula C3H+ descoberta pelos astrônomos pertence à família dos hidrocarbonetos, sendo parte das fontes de energia mais utilizadas hoje em nosso planeta, o petróleo e o gás natural.

A descoberta do "petróleo espacial", segundo os pesquisadores, "confirma que esta região é uma ativa refinaria cósmica".

Hidrocarbonetos no espaço

A equipe detectou e identificou 30 moléculas na região da Nebulosa Cabeça de Cavalo, incluindo vários pequenos hidrocarbonetos, as moléculas que compõem o petróleo e o gás natural.

O que mais surpreendeu foi a quantidade do "petróleo espacial".

"A Nebulosa contém 200 vezes mais hidrocarbonos do que a quantidade total de água na Terra," disse Viviana Guzman, membro da equipe.

Além dessas moléculas menores, os astrônomos identificaram a presença do íon propinilidina (C3H+), que foi detectado no espaço pela primeira vez.

Os astrônomos descobriram o petróleo espacial usando o radiotelescópio de 30 metros do Instituto de Radioastronomia Milimétrica (IRAM), na Espanha. [Imagem: IRAM]

Origem do petróleo no espaço

Mas como esse "petróleo do espaço" se forma?

Em seu artigo, Pety e seus colegas propõem que os hidrocarbonetos espaciais resultam da fragmentação de moléculas carbonáceas gigantes, chamadas PAHs (hidrocarbonos policíclicos aromáticos, na sigla em inglês).

Essas moléculas enormes podem ser intemperizadas pela luz ultravioleta, produzindo a grande população de hidrocarbonetos menores que foram encontrados.

Esse mecanismo pode ser particularmente eficiente em regiões como a Nebulosa Cabeça de Cavalo, onde o gás interestelar está diretamente exposto à luz de uma estrela gigante situada nas proximidades.

"Nós observamos o funcionamento de uma refinaria de petróleo natural de dimensões gigantescas," disse Pety.

Pety é responsável pelo projeto Whisper, que foi criado justamente para estudar essa "refinaria cósmica", sob coordenação do Instituto Max Planck de Radioastronomia, na Alemanha.



Acesso em: 16 dez. 2012.

Postado por: Regina Guimarães

Rede de cientistas cria “guia” do DNA


Na maior série de descobertas sobre o DNA humano desde a realização do projeto genoma humano em 2003, 442 cientistas em laboratórios de três continentes divulgaram nesta quarta-feira (5) um pacote de 30 estudos com várias descobertas.

Elas, que foram classificadas pela revista Nature como "guia para o genoma humano", vão das questões mais genéricas (o que é um gene?) às mais práticas (que apenas 20 mudanças genéticas podem estar por trás de 17 tipos de câncer aparentemente diferentes).
Os estudos fazem parte do projeto Enciclopédia dos Elementos do DNA (Encode, na sigla em inglês), de US$ 196 milhões (quase R$ 400 milhões). Seu objetivo é dar sentido à babel produzida pelo projeto do genoma humano — a sequência das 3,2 bilhões de bases químicas ou "letras" que formam o genoma humano.

"Nós compreendemos apenas uma pequena porcentagem das letras do genoma", explica Eric Green, diretor do Instituto Nacional de Pesquisa sobre o Genoma Humano e que pagou pela maior parte do estudo.

O Encode foi lançado em 2003 para desenvolver uma "lista de peças" completa para o Homo sapiens ao identificar e apontar a localização de todas as partes do genoma que fazem algo. "É um mapa de referência de todos os elementos funcionais no genoma humano", diz o geneticista Joseph Ecker, do Instituto Salk para Estudos Biológicos, de La Jolla, na Califórnia (EUA).


Acesso em: 26 set. 2012.

Postado por: Regina Guimarães

Zepelim vai clarear papel da poluição nas mudanças climáticas



O zepelim permite fazer estudos em uma plataforma estável, sem vibrações, em todos os níveis, até os 2.000 metros, cobrindo o que os cientistas chamam de "camada mais importante da atmosfera".[Imagem: Julich]

Camada mais importante da atmosfera

Cientistas europeus estão se preparando para usar zepelins para completar as muitas lacunas existentes no estudo das mudanças climáticas.

"Já sabemos alguma coisa [sobre as mudanças climáticas]. Mas há também muitas coisas que queremos saber, ou que não sabemos o suficiente," afirma o Dr. Mikael Ehn, do Instituto Paul Scherrer, na Suíça.

Embora muito se tenha feito com sensores no solo, balões, aviões e satélites artificiais, nenhum desses métodos cobre com precisão a camada mais importante da atmosfera.

"A camada mais importante da atmosfera são os dois quilômetros inferiores. É aí que vivemos, onde a vegetação está, e é para onde vai a maioria das emissões. A maioria das medições nessa parte da atmosfera normalmente é feita no chão.

"Poderíamos também usar aviões. Mas os aviões voam muito alto e rápido demais. O zepelim move-se lentamente - cerca de 50 km/h - e podemos fazer nossos estudos em uma plataforma estável, sem vibrações, em todos os níveis, até os 2.000 metros," explicou Thomas Mentel, coordenador da equipe.

Influência dos aerossóis

O principal foco da pesquisa é tentar descobrir a relação entre a poluição atmosférica e as mudanças climáticas.

O zepelim está recebendo uma série de equipamentos, a maioria para estudar os aerossóis, minúsculas partículas que flutuam na atmosfera.

Os aerossóis podem ser naturais ou produzidos pelo homem, e estudos indicam que eles influem nos padrões climáticos.

Mas como exatamente isso ocorre é uma questão em aberto.

O laboratório voador já deu aos cientistas informações importantes sobre a calibração dos equipamentos de coleta de dados. [Imagem: Pegasos]

è Impacto dos aerossóis sobre o clima ainda é pouco conhecido

Um exemplo é o dióxido de enxofre (SO2), tido como um vilão da poluição atmosférica por contribuir para a chamada "chuva ácida".

Várias medidas foram tomadas em várias partes do mundo para reduzir suas concentrações no ar. Contudo, muitas vezes os resultados foram opostos aos esperados.

è Gases que salvaram camada de ozônio agora ameaçam o clima

"O SO2 é também um importante precursor dos aerossóis. Sabemos que os aerossóis afetam a formação das nuvens e por isso eles podem contribuir para o resfriamento da atmosfera. Assim, reduzindo os aerossóis sulfatos, corremos o risco de suprimir um efeito que na verdade funciona contra o aquecimento climático," pondera o Dr. Mentl.

"A maioria das pessoas acha que mudanças climáticas é o mesmo que aquecimento global, mas as mudanças climáticas também podem significar o contrário," completa sua colega Bernadette Rosati.

Ajuste dos equipamentos

Um resultado preliminar importante já obtido com os primeiros testes do zepelim é o entendimento sobre a aferição dos instrumentos, já que eles dão resultados diferentes mesmo nas pequenas variações de altitude do dirigível.

O projeto prevê sobrevoos sobre toda a Europa, cruzando os países nos sentidos norte-sul e sul-norte, em idas e vindas que pretendem cobrir todo o continente.


Acesso em: 12 set. 2012.

Postado por: Regina Guimarães

Forno de micro-ondas prepara panelada de células solares


Sem índio

Cientistas encontraram no forno de micro-ondas doméstico um poderoso aliado para fabricar células solares mais baratas, usando menos energia e com menor impacto ambiental.

Gregory Herman, da Universidade do Estado de Oregon, nos Estados Unidos, estava trabalhando com células fotovoltaicas de filme fino.

Fabricadas a partir de uma liga de três metais - sulfeto de cobre, estanho e zinco - elas são mais promissoras porque esse material é mais barato e menos tóxico do que os materiais usados em outras receitas de células solares de filmes finos.

Usando o forno de micro-ondas, a "panelada" de cristais solares fica pronto em minutos. [Imagem: Oregon State University]

"Todos os elementos usados neste novo composto são benignos e baratos, e apresentam bom rendimento," disse Herman, citando que sua receita elimina o uso do caro e raro elemento índio.

Panelada de células solares

As células solares de filmes finos são criadas de forma parecida com uma tinta, que pode ser depositada por impressão sobre um substrato plástico ou mesmo pintada por aspersão.

A formação das nanopartículas que compõem essa tinta fotovoltaica, contudo, é um processo de alta temperatura, que consome muita energia, e é demorado.

Com um forno de micro-ondas disponível no laboratório, não custou nada aos pesquisadores fazerem o teste.

O resultado é que a mistura fica pronta em minutos - até segundos, em alguns casos.

Segundo os pesquisadores, usando o forno de micro-ondas é possível sintetizar a células solares em um passo único: em uma "panelada", ilustram eles.

"Essa técnica deverá economizar dinheiro e ser mais fácil de ampliar para escalas comerciais do que os métodos de síntese tradicionais," disse Herman. "A tecnologia de micro-ondas oferece uma possibilidade de controle mais preciso sobre o calor e a energia para se conseguir as reações desejadas."


Acesso em: 04 set. 2012.

Postado por: Regina Guimarães

Tomadas elétricas inteligentes acessam internet sem fios


Interruptores remotos
 
Você consegue imaginar uma situação na qual seja necessário acender seu abajur pela internet?

Talvez não, mas acender e apagar todas as luzes de sua casa quando você está fora, ou pré-aquecer o forno enquanto ainda está no supermercado comprando um congelado são situações mais perto do dia-a-dia.

E pode haver muitas mais, para as quais tudo o que você precisará é de uma tomada que entenda o novo protocolo da internet, o IPv6, onde você possa plugar o aparelho que deseja controlar à distância.

"Esse componente torna a casa inteligente do futuro uma realidade," dizem os engenheiros.[Imagem: Fraunhofer ESK]

Se você vai ligar o abajur ou a máquina de lavar, tanto faz, basta plugar o aparelho desejado nessa tomada, e acessá-la pelo seu celular ou qualquer computador.

E a melhor notícia é que a tomada, que dá um outro sentido ao termo "plugar", já está pronta.

Tomada elétrica sem fios

O protótipo da nova tomada foi construído por engenheiros do Instituto Fraunhofer, na Alemanha.

E com uma vantagem adicional: a tomada precisa dos fios da energia elétrica, mas, do ponto de vista da internet, ela é sem fios: a conexão é feita automaticamente pelo roteador.

Além das tomadas sem fios propriamente ditas, o sistema usa um dispositivo USB conectado ao roteador.

O usuário entra o comando para ligar ou desligar o aparelho através de um navegador web ou aplicativo Android. O roteador recebe o comando, endereça-o para o dispositivo USB, que se incumbe de conversar com a tomada de energia, tudo usando dados criptografados.

Esta função de comunicação de duas vias também permite que a tomada de energia sem fios envie dados para o usuário, informando a quantidade de energia que os aparelhos ligados a ela estão consumindo naquele momento.

"Qualquer eletrodoméstico plugado em uma dessas tomadas pode ser ligado ou desligado remotamente usando um aparelho compatível com o IPv6, como um smartphone ou um laptop, de qualquer lugar," diz o Dr. Gunter Hildebrandt, coordenador do projeto.

Tomadas e interruptores inteligentes

Embora os edifícios e casas inteligentes sejam uma promessa constante, ainda são poucas as opções para quem deseja se libertar dos interruptores e tomadas, que, apesar das aparências sempre em mutação, têm o mesmo QI de 100 anos atrás - isto é, nenhum.

"Esse componente torna a casa inteligente do futuro uma realidade," garante Mathias Dalheimer, membro da equipe.

"Ele permite que os eletrodomésticos sejam controlados de forma inteligente, otimizando ou reduzindo o consumo de eletricidade. Por exemplo, o dono da casa pode ligar a máquina de lavar fora do horário de pico, ou a máquina de lavar louça quando os painéis fotovoltaicos no telhado estiverem gerando energia suficiente," complementa.


Acesso em: 28 ago. 2012.

Postado por: Regina Guimarães

Maior turbina eólica do mundo


As turbinas eólicas vêm evoluindo dramaticamente ao longo das últimas décadas, não apenas em tamanho, mas também em aerodinâmica e nas técnicas de fabricação.[Imagem: Siemens]

Aerogerador

Está quase tudo pronto para a montagem da maior turbina eólica do mundo.

Cada uma das pás mede 75 metros de comprimento.

Três delas formarão o rotor de 154 metros de uma usina-protótipo que está sendo construído pela Siemens no campo de Osterild, na Dinamarca.

A área total coberta pelo rotor alcançará 18.600 metros quadrados, equivalente a quase 2,5 campos de futebol - o diâmetro é quase suficiente para acomodar dois jatos Airbus A380 lado a lado.

Peso do ar

Quando em operação, a super turbina eólica, girando a 10 metros por segundo, extrairá energia de 200 toneladas de ar por segundo.

Devido às forças a que a turbina estará sujeita, cada pá teve que ser feita em um molde único - é o maior componente individual de fibra de vidro já produzido.

As pás incorporam avanços no material utilizado, no projeto aerodinâmico e na técnica de fabricação.

Tudo junto representou uma diminuição de 20% no peso, por sua vez reduzindo as exigências sobre as fundações, a torre e a nacele.

A área total coberta pelo rotor da maior turbina eólica do mundo alcançará 18.600 metros quadrados, equivalente a quase 2,5 campos de futebol. [Imagem: Siemens]

Evolução eólica

As turbinas eólicas vêm evoluindo dramaticamente ao longo das últimas décadas, não apenas em tamanho, mas também em aerodinâmica, nos materiais utilizados em sua construção e nas técnicas de fabricação.

Há 30 anos, uma turbina eólica típica tinha um rotor de 10 metros (cada pá media 5 metros de comprimento) e eram capazes de gerar 30 kW.

A maior turbina do mundo agora terá um rotor de 154 metros (cada pá com 75 metros de comprimento) e deverá produzir 6 MW, uma capacidade 200 vezes maior.


Acesso em: 21 ago. 2012.

Postado por: Regina Guimarães

Painéis solares vão alimentar o que restou da estação brasileira na Antártica

Energia solar

Depois de constatar que as perdas científicas na Antártica são menores do que se imaginava, em razão do incêndio que atingiu a Estação Comandante Ferraz, os pesquisadores se preparam agora para cuidar do que sobrou.

Um grupo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) está se deslocando para a Ilha Rei George, na Antártica, onde fica a Estação Comandante Ferraz, levando painéis solares para gerar energia necessária para manter operacionais os equipamentos científicos não atingidos.

Módulos Meteoro e Ozônio, que ficam afastados da Estação Comandante Ferraz. [Imagem: INPE]
A instalação dos painéis solares, e de baterias para permitir o funcionamento noturno, será feita sobretudo no sistema de instrumentação meteorológica, que não foi atingida pelo incêndio.
As providências permitirão que o Brasil mantenha alguma atividade no local até que a base seja reconstruída.

Mudança

O grupo também irá avaliar as condições dos módulos e equipamentos do INPE, praticamente os únicos a não serem atingidos pelo fogo.

Alguns instrumentos que fazem medidas sobre a camada de ozônio, ondas de gravidade e outros parâmetros da alta atmosfera serão transferidos e instalados em áreas de outros países que mantêm cooperação com o Brasil.

Enquanto alguns experimentos irão para a base chilena Presidente Eduardo Frei, também na Ilha Rei George, outros virão para a cidade de Rio Grande, na província da Terra do Fogo, Argentina, que fica próxima a Ushuaia (a cidade mais austral do mundo).

Instalados em módulos próximos, mas não contíguos às demais instalações da Estação, os laboratórios do INPE chegaram a servir de abrigo aos cientistas durante o incêndio.

Batizado de "Meteoro", o módulo de meteorologia fica ao lado do "Ozônio", que contém instrumentos para estudos da camada que envolve a Terra. Também há o "Ionosfera", que fica a cerca de 300 metros da estação, e o módulo "Alta Atmosfera", situado a aproximadamente um quilômetro de distância.

Sem tempo

No momento do acidente, especialistas do INPE estavam na Antártica preparando a instrumentação para as medições durante o inverno.

Não houve tempo de concluir as atividades de manutenção e calibração dos sensores, tampouco proteger os equipamentos, que ficaram sem energia, prejudicando estudos que necessitam de dados contínuos. Daí a importância deste retorno à Antártica.

Os dados de meteorologia contam com a série histórica mais longa, com medidas tomadas desde o verão de 1984-1985. É para dar continuidade a essas informações que novos equipamentos para alimentação elétrica do sistema seguirão para a Antártica.


Acesso em: 08 maio. 2012.

Postado por: Regina Guimarães

Tecido termoelétrico transforma calor do corpo em eletricidade


Feltro de energia

Os materiais termoelétricos e sua capacidade para gerar eletricidade a partir de um diferencial de temperatura estão nas manchetes há algum tempo, com promessas como geladeiras de estado sólido e resfriamento de processadores.

Corey Hewitt, da Universidade Wake Forest, nos Estados Unidos, agora deu uma "amaciada" na tecnologia termoelétrica.

Ele criou um material termoelétrico flexível, parecido com um tecido, já batizado de "feltro de energia" (Power Felt).

A grande vantagem do novo material termoelétrico é ter a consistência de um tecido, embora seu rendimento ainda seja baixo. [Imagem: Wake Forest University]

Sendo macio e flexível, Hewitt acredita poder usar seu novo material para gerar eletricidade aproveitando o calor do corpo humano, e usar essa energia para recarregar a bateria de celulares e tocadores de MP3.

Tecido termoelétrico

O "tecido termoelétrico" é composto por nanotubos de carbono incorporados em fibras de plástico flexível.

Estas fibras, por sua vez, são trançadas para formar um tecido. Como o rendimento de cada "pano" é muito pequeno, são empilhadas diversas camadas para compor o feltro.

O pesquisador propõe usar seu feltro gerador de energia para revestir o assento ou o cano do escapamento dos carros, para aproveitar o calor nos telhados, ou nas roupas, para que o usuário utilize a energia gerada da forma que achar mais útil.

"Nós desperdiçamos um bocado de energia na forma de calor. Por exemplo, recapturar o calor do escapamento de um carro pode ajudar a melhorar o consumo e alimentar o rádio, ar condicionado ou sistema de navegação," diz Hewitt.

É possível aumentar a potência colocando mais camadas - mas ao custo de perder a flexibilidade do "feltro" - o número de camadas está no eixo X e a potência resultante no eixo Y. [Imagem: Hewitt et al./ACS]

Nano-rendimento

Muitos outros compartilham desse entusiasmo, mas o rendimento dos materiais termoelétricos ainda é baixo - e os melhores podem custar até U$1.000 o quilograma.

O feltro de energia criado por Hewitt, por exemplo, composto por 72 camadas empilhadas, gera 140 nanowatts de eletricidade.

É possível aumentar essa potência colocando mais camadas - mas ao custo de perder a flexibilidade do "feltro".

Os nanogeradores piezoelétricos - outra tecnologia para a colheita de energia, e que também ainda tem um longo caminho pela frente até chegar ao mercado - já operam na faixa dos microwatts, usando apenas a respiração humana.
Nanogerador gera eletricidade a partir da respiração


Disponível em: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=tecido-termoeletrico-calor-corpo-eletricidade&id=010115120223
Acesso em: 30 mar. 2012.

Postado por: Regina Guimarães

Turbina eólica voadora vai buscar ventos nas alturas

Pipa eólica

Uma empresa emergente acaba de demonstrar com sucesso que o seu projeto inovador de uma "pipa" geradora de energia funciona de verdade.

A pipa, que mais se parece com um avião, foi projetada para voar ancorada por um cabo especial, formado externamente por fibras muito resistentes, para segurar a pipa eólica, e internamente por fios condutores, para trazer a energia gerada para baixo.

Conceitualmente, trata-se de uma turbina eólica voadora, com a mesma área útil - a área das lâminas do rotor, para aproveitar os ventos - que uma turbina eólica terrestre comum.

Seus criadores a chamam de pipa, ela se parece com um avião, mas é na verdade uma turbina eólica voadora. [Imagem: Makani Power]

Turbina eólica voadora

Mas há algumas vantagens significativas.

A primeira é que a pipa eólica ficará a uma altitude entre 250 e 600 metros, onde os ventos são mais fortes e mais consistentes em qualquer parte da Terra.

A segunda é que sua parte avião garante um controle preciso das suas asas e flaps, colocando-a em um voo circular, o que significa que ela se adapta continuamente às variações do vento.

A turbina eólica voadora possui controles automatizados de voo que a permitem realizar continuamente uma trajetória circular, funcionando sempre como a ponta da pá de uma turbina eólica convencional. [Imagem: Makani Power]

Apesar de corresponder a uma turbina eólica terrestre em termos de potência, as pás da turbina eólica voadora exigem apenas 10% do material em sua construção.

Isso, segundo a Makani Power, responsável pelo projeto, garante que uma de suas AWTs (Airborne Wind Turbine) custa menos do que uma turbina convencional.

Os cálculos indicam que a ponta de cada uma das pás de uma turbina eólica é a parte responsável pela maior parte da geração de energia - é por isso que elas são cada vez maiores, de forma a ampliar seu raio de ação.

"A turbina eólica voadora da Makani tira proveito desse princípio, colocando pares de pequenas turbinas/geradores sobre uma asa, ela própria funcionando como a ponta da pá de uma turbina eólica convencional. A asa voa através do vento em círculos verticais, ampliando a capacidade de geração," afirmam os engenheiros da empresa.

A empresa agora está trabalhando na construção de um protótipo capaz de gerar 600 kW. [Imagem: Makani Power]

Libélula e helicóptero

Uma das possibilidades de uso inclui manter a pipa-avião-eólica ancorada sobre bases instaladas no mar.

Quando os ventos não forem favoráveis, ela pode se recolher automaticamente, pousando como uma libélula sobre essa base.

Quando as condições de vento se normalizarem, ela usa seus geradores como motores, e suas pás como hélices, para subir como um helicóptero. Ao "pegar o vento", ela passa automaticamente ao modo gerador de energia.

Tendo realizado com sucesso os primeiros testes, a empresa afirma que agora está trabalhando em um protótipo de 600 kW.


Disponível em:
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=turbina-eolica-voadora&id=010115120305
Acesso em: 22 mar. 2012.

Postado por: Regina Guimarães