Akira Suzuki, Nobel de Química, em São Paulo


Mesmo não sendo sobre Bioenergia, vale a pena informar quem estava em São Paulo nesta semana!!!



Nada mais, nada menos que o ganhador do Prêmio Nobel de Química em 2010. Akira Suzuki destacou, durante conferência à comunidade química, como chegou a conquistar o prêmio com a criação do processo de acoplamento cruzado catalisado por paládio. 

Com a técnica, tornou-se possível a síntese de novas moléculas de carbono, mais complexas que as existentes na natureza, utilizando o paládio como catalisador. O processo permitiu a produção de novos medicamentos, como anticancerígenos, antibióticos e de controle da pressão arterial, além de defensivos agrícolas. Tem sido também utilizado na fabricação de cristal líquido para confecção de telas de TV e celular.

Suzuki, que completa 81 anos no próximo dia 12 de setembro, disse que o Prêmio Nobel foi uma surpresa muito grande. “Eu queria ser matemático, mas dois livros me fizeram seguir o caminho da Química orgânica. Seguindo a carreira nesta área, acabei ganhando o Prêmio Nobel. Se nascesse de novo, escolheria o mesmo caminho e se minha premiação servir para incentivar os jovens a seguirem a carreira de Química, ficarei muito feliz”. 


Além da conferência realizada no dia 05 de setembro, no Conselho Regional de Química de São Paulo (CRQ-4), o professor emérito da Universidade de Hokkaido (Japão) veio ao Brasil para a abertura do 14° Encontro BMOS (Brazilian Meeting on Organic Synthesis), em Brasília. O patrocínio da visita do Prêmio Nobel de Química ao Brasil foi uma iniciativa da Umicore em parceria com o Conselho Regional de Química de São Paulo (CRQ-4) e a Associação Brasileira de Engenharia Química (ABEQ).

Postado por: Priscilla Ferreira

Inscrições abertas para o Prêmio Kurt Politzer de Tecnologia

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Estão abertas as inscrições para o Prêmio Kurt Politzer de Tecnologia, com o objetivo de promover a pesquisa e a inovação na área Química. Interessados podem participar em três categorias: Empresa, Empresa Nascente e Pesquisador. Promovido pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), o Prêmio recebe inscrições até o dia 28 de outubro.

A comissão julgadora será constituída por profissionais com destacada participação no cenário da Química no País e por membros da Comissão de Tecnologia da entidade. Os vencedores do Prêmio Kurt Politzer de Tecnologia serão revelados no 16º Encontro Anual da Indústria Química, no dia 12 de dezembro, em São Paulo. Informações, regulamento e inscrições aqui (http://www.abiquim.org.br/conteudo.asp?princ=tec).


Postado por: Priscilla Ferreira



InStep Nanopower: tênis usa metal líquido para gerar eletricidade

No futuro, geração de energia elétrica por movimento poderá ser utilizada para carregar gadgets.

Até hoje não foram encontradas formas satisfatórias de gerar energia elétrica a partir de sapatos. Por mais que isso possa parecer estranho, muitos pesquisadores buscam modos de construir projetos com essa ideia. Um dos objetivos principais é conseguir gerar energia suficiente para que aparelhos eletrônicos possam ser carregados durante caminhadas, por exemplo.

(Fonte da imagem: Reprodução / InStep Nanopower)

InStep Nanopower é um dos primeiros modelos a conseguir resultados relativamente bons. O sistema capta a energia mecânica (do movimento dos pés) e transforma-a em eletricidade (com a vibração das micropartículas de metal). Os testes mais recentes conseguiram gerar cerca de 20 Watts com o sistema, o que poderia ser suficiente para manter a bateria de um iPod, segundo o site Madison.

Estima-se que modelos como o InStep Nanopower chegarão ao mercado nos próximos anos, mas para isso eles ainda precisam ser aperfeiçoados. Estabilidade na geração e modos de transmissão ainda são pontos que precisam de melhorias.


Acesso em: 07 set. 2011.

Postado por: Regina Guimarães

Cientistas criam energia elétrica a partir de fotossíntese

Colaboração entre designers e cientistas da Universidade de Cambridge e Bath para o desenvolvimento de tecnologias biofotovoltaicas com algas e musgo cria soluções práticas para problemas cotidianos.

A colaboração entre os times de cientistas de diversos departamentos relacionados às áreas de química, biotecnologia e design das universidades de Cambridge e Bath está resultando em tecnologias inovadoras para a produção de eletricidade.

Enquanto os cientistas desenvolvem uma forma de capturar a energia da fotossíntese das plantas e transformá-la em energia elétrica, designers imaginam e contribuem para o experimento com ideias e soluções que utilizam as novas possibilidades fornecidas.

Captação de energia da fotossíntese (Fonte da imagem: London Design Week)

As ideias consistem em estações de energia aquáticas utilizando algas, mesas de centro com iluminação própria alimentada por musgo, torres de captura de energia que utilizam água da chuva para alimentar as algas e um dessalinizador para a água do mar que utiliza a energia delas para produzir água potável.

A tecnologia biofotovoltaica (biophotovoltaic) está em fase inicial de desenvolvimento e pode levar anos para que seja uma opção economicamente viável para a produção de energia em larga escala. A expectativa dos cientistas é conseguir produzir painéis solares biofotovoltaicos entre cinco e dez anos, com custo e conversão energética igual ou superior aos dos painéis solares atuais (feitos com base de silício).


Disponível em: http://www.tecmundo.com.br/energia-limpa/12986-cientistas-criam-energia-eletrica-a-partir-de-fotossintese.htm
Acesso em: 03 set. 2011.

Postado por: Regina Guimarães

Nomes Engraçados e Curiosos

Ácido Erótico









Não! Esta molécula não tem propriedades afrodisíacas!!! O nome vem de uma derivação de seu nome original: ácido orótico. Após sucessivos "enganos" na literatura química, este nome foi adotado como válido também! Para quem não sacou... é a vitamina B13!

Psicose

Lembra da cena... a moça no chuveiro, a faca, o Bates Motel... nenhuma relação com o composto ao lado: o nome deste açúcar vem do antibiótico (de onde pode ser obtido) psicofurania. Outro nome é ribo-hexulose.

Ácido Cômico

Qual é a graça?
Nenhuma... o nome deste composto vem da planta de onde é obtido: Commiphora pyracanthoides, a planta de onde é extraído o óleo de mirra.

Clitoriacetal

Acetal de... clitóris??? O que este composto tem de parecido com tão delicada parte do corpo feminino? Nada, é óbvio: o nome vem da planta de onde é obtido, a Clitoria macrophylla. Impressionante...

Arsole

Não, não é um palavrão em inglês... o palavrão é Ass hole, enquanto que o nome da molécula é Arsole. É o equivalente arsênico do pirrol. E, ao contrário da crença popular, Ass, ops, Arsoles não são aromáticos!

Bastardano

Uma molécula bastarda? Na verdade, sim... a incomum ponte etânica que a diferencia do noradamantano acabou lhe conferindo este nome: Bastardano, a criança indesejada...

Megafone

Embora tenha um nome muito estranho, a molécula é relativamente ordinária. O nome deriva de sua origem: as raizes da planta Aniba megaphylla. Como ela é uma cetona (percebeu?), virou megafona, ou megaphone, em inglês.

Pagodano

É, graças a Deus a moda do pagode, no Brasil, parece ter chegado ao fim... mas o que veio no seu lugar? Tigrão? Ainda bem que o pagodano, na verdade, se refere ao templo budista...

Anol

Anol é um outro nome para o composto 4-(1-propenil)-fenol. Mais estranho que seu nome é o seu uso: como flavorizante na indústria de alimentos...

Luciferase

Se você está pensando que esta molécula tem algum parentesco com Lúcifer, está quase certo: esta enzima é a responsável pela clivagem da luciferina, seu substrato. Esta reação é a responsável pela luz dos vagalumes e de certos peixes - daí o nome.

Kunzita

Kunzita não é uma molécula: é um minério que leva este nome após o gemologista G.F. Kuntz tê-lo descrito em 1902.

Disponível em:
Acesso em: 02 set. 2011.

Postado por: Regina Guimarães