5 Edição -Prêmio Petrobras de Tecnologia Engenheiro Antônio Seabra Moggi


Descrito por: Carlos Tadeu da Costa Fraga -
Gerente Executivo do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras.

O Prêmio Petrobras de Tecnologia Engenheiro Antônio Seabra Moggi é um dos mais importantes elos entre a Petrobras e as universidades brasileiras. E ganha ainda mais importância nesse novo contexto. Com satisfação, registramos que, em suas cinco edições, já premiamos 122 trabalhos, contando com a participação de 200 instituições de 24 estados. Com grande expectativa, temos a ambição de avançar ainda mais, utilizando o Prêmio como elemento, também, de aproximação entre o ambiente de ciência e tecnologia e o ambiente empresarial, com ênfase notadamente nos nossos fornecedores de bens e serviço.
Informativo: junho 2011


Tem-se como ganhador, na categoria Graduação:


Com o Tema:
Plataforma monocoluna geradora de energia limpa

A procura por fontes renováveis de energia é um assunto que está em grande discussão hoje em dia. Produzir energia sem prejudicar o ambiente é obter mais qualidade de vida e mais oferta de recursos básicos ao mundo. Os mares e oceanos possuem uma quantidade praticamente inesgotável de energia que está disponível na forma de vento, correnteza, marés e ondas. Para a absorção da energia advinda das ondas, foi proposto um sistema que consiste de uma plataforma do tipo monocoluna com um cilindro localizado em seu moonpool. A incidência de ondas nestas unidades faz com que cada unidade responda com movimentos diferentes. Esta diferença é responsável por criar um movimento relativo entre as unidades, utilizado com o intuito de gerar energia através da atuação em um mecanismo hidráulico conectado através de turbinas a um gerador de eletricidade. Para o estudo da geração de energia, foi proposto um modelo computacional capaz de auxiliar nas fases iniciais do projeto nas quais é necessário definir, por exemplo, o dimensionamento das unidades, dos equipamentos e subsistemas. O modelo computacional do funcionamento do sistema foi desenvolvido em ambiente MATLAB®  e utilizou, como base para compor o equacionamento dinâmico do sistema, coeficientes obtidos com o código WAMIT®. A este modelo foi inserido o efeito da ancoragem e posteriormente o efeito do sistema hidráulico sobre movimento das unidades. A partir deste modelo, foram projetados: a geometria das unidades, o sistema de amarração, o sistema hidráulico de conversão de energia, além de subsistemas como o conjunto de baterias responsável por armazenar parte da energia. Sendo assim o trabalho concluiu a etapa inicial de detalhamento do projeto de um sistema capaz de absorver energia das ondas, apresentando resultados positivos que apontam na eficiência do uso desta fonte de energia.
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Tem-se como ganhador na categoria Mestrado:


Com o tema:

Modelagem matemática dimensionamento e avaliação econômica de uma unidade industrial de produção de etanol de segunda geração


Neste trabalho foi realizada uma avaliação técnicoeconômica da produção de etanol de segunda geração a partir de bagaço de cana via pré-tratamento com vapor d’água e hidrólise enzimática, sendo estudado o impacto de diferentes condições de processamento no preço mínimo de venda do etanol (PMVE) produzido. Para alcançar os objetivos propostos, o trabalho foi separado em três partes, a primeira para o estudo matemático das reações químicas e bioquímicas envolvidas no processo, a segunda para o dimensionamento dos principais equipamentos do processo e a terceira para a avaliação econômica do projeto. Os resultados obtidos neste trabalho permitiram concluir que o sistema reacional proposto para a 
hidrólise enzimática e a eficiência das enzimas ainda devem ser melhorados visando, principalmente, à redução dos custos de investimento e o aumento dos rendimentos de hidrólise a fim de tornar o processo competitivo.


Acesso em: 17/09/11
Postado por: Priscilla Ferreira

Petrobras Biocombustível quer produzir biodiesel para a aviação até 2015


A Petrobras Biocombustível (PBio) investirá US$ 600 milhões, do total de US$ 4,1 bilhões previstos para ser investido pela subsidiária até 2015, no segmento de biodiesel e de suprimento agrícola. Com isto, a empresa espera manter nos próximos anos a participação de cerca de 25% do mercado nacional, disse hoje (11/09/11) o presidente da PBio, Miguel Rossetto, ao detalhar o Plano de Negócios 2011/2015 no segmento de biodiesel.
Nos planos da estatal, está a previsão de investir parte dos US$ 300 milhões, destinados à área de pesquisa, a fim de desenvolver tecnologia para a produção de biocombustíveis para a aviação, o bioqueresone, que a subsidiária espera colocar no mercado até o final de 2015.

Acesso em: 17/09/11

Postado por: Priscilla Ferreira

COBEQ E ENBEQ 2012


XIX Congresso Brasileiro de Engenharia Química - COBEQ 2012

COBEQ 2012
30/09/2012 a 03/10/2012
Rio de Janeiro, RJ – Brasil
O Congresso Brasileiro de Engenharia Química – COBEQ é um evento realizado pela Associação Brasileira de Engenharia Química – ABEQ a cada 2 anos. É o principal congresso promovido pela ABEQ, constituindo-se no fórum nacional mais importante para o encontro dos diversos profissionais que atuam em Engenharia Química, tanto aqueles que se dedicam ao ensino e à pesquisa nas universidades, como aqueles que desenvolvem atividades profissionais na área industrial.
O XIX Congresso Brasileiro de Engenharia Química – COBEQ 2012 terá uma organização conjunta das Universidades UFRJ, UERJ, UFRRJ e UFF. Logo após a sessão de encerramento do COBEQ 2012, serão iniciadas as atividades do XV Encontro Brasileiro sobre o Ensino de Engenharia Química – ENBEQ 2012.

XV Encontro Brasileiro sobre o Ensino de Engenharia Química - ENBEQ 2012

ENBEQ 2012
03/10/2012 a 05/10/2012
Rio de Janeiro, RJ – Brasil
O Encontro Brasileiro sobre o Ensino de Engenharia Química – ENBEQ é um evento tradicional na comunidade acadêmica envolvida com o ensino de Engenharia Química (EQ) no Brasil. O evento é realizado pela ABEQ a cada dois anos. Durante alguns dias de intenso trabalho, reúnem-se professores dos cursos de graduação e pós-graduação em EQ de várias universidades do país, além de outros profissionais interessados no ensino de EQ e representantes discentes para discutir sobre diversos aspectos ligados ao ensino da EQ e à formação do profissional Engenheiro Químico.
Publicado por: Priscilla Ferreira

OLIMPÍADAS DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA

O Desafio será lançado no dia 19/09 às 19h no anfiteatro. 

São inscritas equipes de 5 a 7 alunos de graduação ou curso técnico, sendo que pelo menos 5 alunos estejam cursando engenharia. O desafio será dividido em duas etapas: 
logo_eng._quimica_ist(1) Desafio de lógica;
(2) Desafio de Química 


A apresentação dos resultados será no dia 29/09 e a premiação no dia 30/09. A atividade é validada como atividade complementar. 


Postado por: Priscilla Ferreira

Energia das ondas: veja os projetos em implantação

Na onda da energia

Cercada de mares revoltos, a Grã-Bretanha está saindo na frente na busca de formas de extrair energia das ondas e das marés.

Um estudo recente prevê que, até 2050, a energia das ondas poderá render até 190 gigawatts de eletricidade - isto é nada menos do que 3 vezes toda a energia elétrica produzida hoje no Reino Unido.


Com esse incentivo, mais de 100 empresas estão desenvolvendo novos dispositivos para coletar a energia dos mares.

Veja abaixo um levantamento das tecnologias mais promissoras que já estão em fase de implantação.

Ponto Absorvedor

Algumas vezes, os projetos mais simples são os melhores. O Ponto Absorvedor é uma boia flutuante que sobe e desce com cada onda que passa, convertendo o movimento mecânico em eletricidade.

Conforme a boia vai para cima e para baixo, o movimento é usado para bombear um fluido hidráulico em um cilindro fixo, que se encontra abaixo da superfície.

O fluido pressurizado faz girar um gerador dentro do dispositivo, gerando eletricidade, que é transferida para a praia através de linhas de transmissão submarinas.
A Ocean Power Technologies, de Pennington, está testando sua PowerBuoy - que mede 41 metros de altura e 11 metros de diâmetro - na Escócia. Espera-se que ela produza 150 kilowatts de potência contínua.

[Imagem: Ocean Power Technologies]

O Atenuador

Atenuadores são longos dispositivos flutuantes posicionados perpendicularmente ao sentido das ondas, coletando energia da ponta à cauda.

Conforme as ondas passam ao longo do comprimento da máquina, seções individuais movimentam-se para cima e para baixo uma em relação à outra, criando um movimento mecânico que é convertido em eletricidade.

A Pelamis Wave Power, de Edimburgo, está atualmente testando a segunda geração do seu atenuador em escala comercial.

[Imagem: Pelamis Wave Power]

O dispositivo, conhecido como P2, tem 180 metros de comprimento, 4 metros de diâmetro, e produz 750 kW de eletricidade.

Os testes estão sendo feitos no Centro Europeu de Energia Marinha, perto de Orkney, na Escócia.

Conversor oscilante de onda

Em vez de balançar para cima e para baixo, os conversores oscilantes de onda movimentam-se para frente e para trás com cada onda que passa.

Os dispositivos consistem de enormes abas com dobradiças, presas ao fundo do mar em águas rasas.

Conforme as ondas passam, o dispositivo fecha a aba. É assim que funciona o Oyster 800, construído pelo Power Aquamarine, de Edimburgo.

Mas, em vez de gerar eletricidade no mar, o dispositivo usa o movimento mecânico para bombear água pressurizada para uma instalação em terra.

[Imagem: Aquamarine Power]

Lá, a água aciona uma turbina hidrelétrica, cuja localização em terra facilita sua manutenção.

A Aquamarine vai começar brevemente a testar sua hidroelétrica marinha em escala comercial.

O Oyster 800, um dispositivo de 800 kW, tem 26 metros de largura e 12 metros de altura.

Energia das ondas por rotação

Essa forma bastante incomum de explorar a energia das ondas transforma o movimento de vai e vem da água do mar em um movimento circular.

A energia rotacional das ondas usa um excêntrico - um peso com um eixo fora do centro - selado dentro de uma boia ou casco de navio, que gira ao movimento do mar.

A empresa finlandesa Wello vai começar em breve a testar o seu Penguin, um dispositivo rotacional de energia das ondas de 500 kW.

[Imagem: Wello]

O Penguin tem um casco assimétrico, que faz com que ele se movimente, a cada onda que passa, de forma muito parecida com o passo empolado de um pinguim.

O movimento é usado para acelerar um peso de 95 toneladas, que gira dentro do casco e aciona um gerador elétrico para produzir eletricidade.

Coluna oscilante de água

As colunas oscilantes de água (OWCs: Oscillating Water Columns) aproveitam o sobe e desce das ondas que passam para comprimir grandes depósitos de ar, que acionam uma turbina para produzir eletricidade.

A máquina fica semi-submersa na superfície do oceano, com uma grande cavidade oca aberta ao mar abaixo da linha d'água.

As ondas que passam fazem o nível da água subir e descer no interior da cavidade, o que comprime e descomprime o ar aprisionado no interior da cavidade.

[Imagem: Voith Hydro Wavegen]

O ar flui para fora do dispositivo através de um respiradouro na superfície quando é comprimido, e volta através do orifício quando é descomprimido.

O ar em deslocamento gira uma turbina que produz eletricidade bidirecionalmente, independentemente do sentido do vento.

Como seu funcionamento é similar ao de um aerofólio, apenas projetado para funcionar na água, os engenheiros o chamam de hidrofólio.

Em julho deste ano, a Voith Hydro Wavegen, do Reino Unido concluiu a instalação de um OWC de 300 kW em Mutriku, na Espanha.

O dispositivo, que também atua como um quebra-mar, é o primeiro de seu tipo - um dispositivo de energia das ondas totalmente comercial que está conectado à rede e vendendo energia.

Dispositivo por queda

Esse dispositivo coleta energia das ondas fazendo com que a água caia de um ponto mais alto para um ponto mais baixo.

Conforme ondas mais altas se quebram nas laterais de um dispositivo de elevação, a água flui para um reservatório que temporariamente a mantém vários metros acima do nível do mar.

Essa água armazenada é então canalizada em um estreito vertedouro, girando uma turbina elétrica conforme flui de volta para o mar.

[Imagem: Wave Dragon]

A empresa dinamarquesa Wave Dragon testou um dispositivo desses em pequena escala, capaz de produzir 20 kW de potência, entre 2003 e 2010.

Uma versão em larga escala poderá produzir 12 megawatts de eletricidade, mas vai exigir um enorme reservatório, com mais de 100 metros de diâmetro.



Acesso em: 09 set. 2011.

Postado por: Regina Guimarães