Celesc impulsiona setor energético em SC há quase meio século

Na década de 50, preocupado em suprir as necessidades energéticas de Santa Catarina, o governo do Estado decide criar uma estatal que alimentasse o setor. Assim surge a Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), fundada em dezembro de 1955 para viabilizar o fornecimento adequado de eletricidade ao parque industrial catarinense.

A princípio, a Celesc funcionou mais como um órgão de planejamento do sistema elétrico estadual. Depois, assumiu o papel de holding até começar a incorporar, gradativamente, o patrimônio das velhas empresas regionais e finalmente começou seu ciclo de expansão e consolidação técnica. Hoje, sua área de concessão abrange 96% do Estado, com um número de clientes que chega a 1,7 milhões de pessoas e um quadro de quase 4.500 funcionários.

Contratada para executar o projeto da Celesc, a Luminar está entre as maiores empresas do ramo de materiais elétricos do Sul do País, com oito lojas em Santa Catarina e uma no Paraná. Desde 1976 atua também no mercado de engenharia, em diversas áreas como montagens, eletromecânica, subestações, linhas de transmissão, geração de energia, distribuição de eletrificação rural, instalações industriais, prediais e iluminação pública, entre outros.

Dona Francisca também recebe iluminação especial

A mais antiga ligação entre o Planalto Norte e a região de Joinville, a estrada da Serra Dona Francisca (SC-301), é outro trajeto que está mais atrativo ao turismo e seguro para os motoristas que por ele trafegam diariamente. O Governo do Estado, a Celesc e a Luminar também inauguram nesse ano um sistema de iluminação especial para a rodovia.

Foram implantadas 347 luminárias com lâmpadas de vapor de sódio de 400 watts, com fluxo luminoso maior e menor consumo de energia elétrica. É mais um projeto que toma o cuidado de preservar o ecossistema local, com iluminação apenas da rodovia e cabos enterrados, sem interferência na vegetação e na vida noturna dos animais.

A iluminação é mais racional, permitindo que 50% das lâmpadas sejam desligadas sempre que necessário. Além disso, foram implantados 6,5 km de rede de distribuição subterrânea para minimizar o impacto da obra na paisagem. A instalação valoriza os pontos turísticos da Serra Dona Francisca, com 60 projetores especiais para iluminação de realce em pontos como o mirante, as cascatas e a bica d’água.

A tecnologia é perfeita para a região, onde há grande instabilidade climática, chuvas constantes e fortes nevoeiros. Lâmpadas de tonalidade amarelada orientam os motoristas para os locais que exigem mais atenção. Cabines especiais protegem os 15 transformadores monofásicos contra atos de vandalismo.

A estrada da Serra Dona Francisca começou a ser construída em 1858 com o objetivo de ligar o litoral ao Planalto Norte. A mata densa e a subida difícil tornaram a obra um prodígio da engenharia, que só teve seus 156 quilômetros concluídos 30 anos depois. Durante esses anos, muitos colonos vindos da Europa acabaram se fixando nas redondezas para trabalhar como operários na construção da estrada, fator decisivo para a formação de cidades como Joinville e São Bento do Sul.
 

Acesso em: 01 jul. 2011.

Postado por: Regina Guimarães

Coreia do Sul cria ilha artificial equipada com energia solar


O mais novo atrativo turístico da capital da Coreia do Sul é uma ilha artificial que promete ser um verdadeiro centro de entretenimento movido à energia solar. Localizada no Rio Han, em Seul, a ilha Viva é a primeira parte de um projeto de três ilhas do gênero, que estarão interligadas e terão centros de convenções, restaurantes, espaços para eventos esportivos e shows.

Por enquanto só uma das ilhas foi inaugurada, mas o governo de Seul, responsável pela obra, promete o projeto completo para setembro de 2011. A construção está 58% finalizada e o investimento total das três ilhas chegará a US$ 84 milhões.

Completamente iluminada por dentro e por fora, a ilha Viva, sozinha, possui 54 metros quadrados de painéis solares capazes de gerar 180 kilowatts de energia por mês.

Diferente de algumas ilhas artificiais já criadas nos Emirados Árabes, à construção coreana não leva terra ou areia em sua base. A ilha flutua sobre a água, o que significa que, mesmo que haja uma enchente, a estrutura vai subir e descer junto com o nível da água e não será inundada.

Mesmo pesando duas mil toneladas, a Viva flutua porque há 24 boias gigantes embaixo da estrutura de metal. Além disso, correntes de até 69 metros vão unir as três ilhas entre si e garantir a estabilidade mesmo quando as águas do rio estiverem agitadas.


Acesso em: 29 jun. 2011.

Postado por: Regina Guimarães

O Brasil é a nova China em energia eólica

Entidade que trabalha para o desenvolvimento do setor afirma que o Nordeste tem melhores condições de geração que a Alemanha

O Brasil se tornou a bola da vez em energia eólica na visão das empresas que atuam no setor, posição detida pela Argentina no final dos anos 1990. Essa é a razão do desembarque das grandes empresas do segmento para disputar os leilões que vêm sendo promovidos pelo governo federal desde o final de 2009. “Todos querem encontrar a nova China e o Brasil está no topo da lista”, diz Steve Sawyer, secretário-geral da Global Wind Energy Council (GWEC).


A capacidade instalada de energia eólica no País era de 606 megawatts em 2009, segundo dados da GWEC, organização não governamental com sede em Bruxelas, na Bélgica, que  
trabalha pelo desenvolvimento do setor em todo o mundo. No ano passado, diz a entidade, foram acrescentados mais 326 megawatts à capacidade brasileira, elevando o total para cerca de 930 megawatts, quase metade do que está disponível em toda a América Latina.

Foto: NYT (Turbinas de geração de energia: custos estão em baixa, favorecendo investimentos)

O norte-americano Sawyer, secretário-geral da GWEC, está bastante otimista com o Brasil. Ele está em São Paulo para o “Wind Forum Brazil 2011”, que se realiza até amanhã. Em entrevista ao iG, disse que o Nordeste brasileiro tem uma das melhores condições climáticas para a geração de energia a vento.

“A taxa de geração de energia de uma turbina de um megawatt é aproximadamente 27% da capacidade plena, na média de diversas usinas no mundo, por ano. No Brasil, há locais em que essa taxa chega a 45% ou 50%. Pode-se dizer que os melhores locais estão no Ceará e no Rio Grande do Norte, com duas vezes mais capacidade de geração que a Alemanha”, conta o executivo.

O crescimento da economia e as condições climáticas têm atraído a atenção das maiores competidoras mundiais do setor, afirma. “O maior sinal é que, desde o leilão de dezembro de 2009, vimos Alston, Gamesa, GE, Siemens, Suzlon e LM Glass Fiber, os maiores integrantes desse setor, se comprometendo a investir.”

Disponível em:
Acesso em: 28 jun. 2011.

Postado por: Regina Guimarães

Arquitetos americanos criam terminal portuário movido a energia solar em Taiwan

A proposta apresentada pelo escritório de arquitetura novaiorquino Sun and Associates para o transporte de passageiros do distrito do Porto de Kaohsiung (P.O.K. sigla em inglês), na cidade de Kaohsiung, em Taiwan, é uma declaração abrangente da arquitetura de uso público e um projeto urbano verde.

"Para a totalidade do nosso projeto, nós queríamos articular a cultura da cidade e as funcionalidades dentro do novo Terminal de Cruzeiros e Centro de Serviços Portuários proporcionando flexibilidade e espaço para crescer e mudar com a cidade de Kaohsiung por muitos anos”, declarou o Sun and Associates.

O terminal de cruzeiro está localizado no porto de Kaohsiung, o maior porto de Taiwan. O novo terminal, movido a energia solar, irá acomodar o crescimento do turismo e dar uma cara mais ousada para a cidade. (Imagem: Divulgação)

A óbvia alusão a uma onda cria um ambiente acolhedor para os visitantes e fala de sua relação com as ilhas do mar. A torre abriga espaços multifuncionais: um centro de conferências, escritório e parque urbano, ampliando a flexibilidade dos programas e a acessibilidade público/privada tudo isso com vista para água e o porto ao redor. A parte inferior do edifício é mais abrigada pelo telhado verde. Ele inclui um amplo espaço para os visitantes internacionais e domésticos.

O novo terminal pretende acomodar o crescimento do turismo e dar uma cara mais ousada para a cidade. Ele proporcionará a infra-estrutura necessária e um novo parque, que se funde com o tecido urbano existente. 

O terminal faz uso eficiente de energia solar. Os painéis são integrados no telhado, arqueado na torre do terminal, para fornecer energia renovável. A fachada é orientada para maximizar a recuperação de raios de sol do dia.

Aberturas no telhado que imitam painéis solares facilitam a entrada de luz e ventilação ao átrio principal.

Painéis solares integrados no telhado arqueado. (Imagem: Divulgação)              

O sistema de vidro sudoeste é protegido do sol direto por uma parede com persianas exteriores reguláveis feitas de contêineres reutilizados.

A abordagem oriental é graduada em direção à maior parte das instalações, com um telhado verde e um parque público localizado sobre o estacionamento subterrâneo. O átrio é ligado por espaços interiores e corredores altos abertos ao desembarque. O interior também contém andares com funções não designadas para se adaptar ao crescimento futuro.

Disponível em:
Acesso em: 24 jun. 2011.

Postado por: Regina Guimarães

Simulação reforça teoria abiogênica do petróleo

Petróleo abiogênico

A teoria que tenta explicar a gênese do petróleo, do carvão e do gás natural é tão aceita que esses derivados do carbono se tornaram sinônimos de "combustíveis fósseis."

Os combustíveis são reais, e estão na base da economia do mundo moderno. Mas o termo "fóssil" vem da teoria.

Uma teoria que propõe que organismos vivos morreram, foram soterrados, comprimidos e aquecidos sob pesadas camadas de sedimentos na crosta terrestre, onde sofreram transformações químicas, até originar o petróleo e seus primos.

Determinar as propriedades termoquímicas das moléculas de hidrocarbonos é importante para entender a formação dos reservatórios de petróleo e gás natural e o fluxo de carbono na Terra.[Imagem: Eric Schwegler/LLNL]

Há tempo, geólogos vêm contestando essa teoria e propondo uma origem abiótica para o petróleo, ou seja, uma teoria que propõe que o petróleo não é fóssil.


Agora, esses defensores da teoria abiótica ganharam mais um argumento.

Hidrocarbonos de origem geológica

Giulia Galli e seus colegas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, demonstraram que as longas cadeias de hidrocarbonos podem se formar no interior da Terra a partir do hidrocarbono mais simples possível - a molécula de metano.

As moléculas de hidrocarbono são o bloco fundamental que forma o petróleo e o gás natural.

Giulia defende que os hidrocarbonos abiogênicos, de origem puramente geológica, podem se formar nas condições adequadas de temperatura e pressão encontradas no manto superior da Terra.

"Nossas simulações mostram que as moléculas de metano podem se combinar para formar moléculas de grandes hidrocarbonos quando expostas às pressões e temperaturas muito altas do manto superior da Terra," diz ela.

Onde nascem os hidrocarbonos complexos

Os pesquisadores usaram técnicas sofisticadas, baseadas em primeiros princípios - as propriedades fundamentais dos átomos de carbono e hidrogênio - para simular o comportamento desses átomos sob as pressões e temperaturas encontradas entre 65 e 150 quilômetros de profundidade.

O estudo mostrou que hidrocarbonos com múltiplos átomos de carbono podem se formar a partir do metano, uma molécula com apenas um átomo de carbono e quatro átomos de hidrogênio.

Isso pode ocorrer em temperaturas maiores do que 1.500 K e pressões a partir de 50.000 vezes a pressão atmosférica - essas condições são encontradas a partir de 110 quilômetros de profundidade.

"Na simulação, interações com superfícies de carbono e metal permitiram que o processo ocorra com maior velocidade; elas funcionam como catalisadores," afirma Leonardo Spanu, coautor do estudo.

Diversos estudos práticos, usando bigornas de diamante e explosivos, têm proposto condições de temperatura e pressão nas quais o petróleo pode se formar sem a participação de fósseis. [Imagem: Spanu et al./Pnas]

Teorias

O estudo não conclui que o petróleo e o gás natural se formam nesse ponto, uma vez que as condições reais dessas regiões não estão acessíveis à observação direta e, portanto, não são totalmente conhecidas.

O estudo demonstra que as condições do manto superior são adequadas para que as moléculas de metano formem hidrocarbonos longos.

Outro detalhe a ser analisado pelos defensores da teoria do petróleo abiótico seria explicar o mecanismo que faz com que esses hidrocarbonos migrem para mais perto da superfície, onde são encontrados os depósitos de petróleo e gás natural.

Por outro lado, dados coletados em poços de petróleo exauridos na Arábia Saudita são condizentes com uma hipótese de que esses poços estão novamente se enchendo de baixo para cima.

A pesquisa foi financiada pela Shell.

Acesso em: 04 jun. 2011.

Postado por: Regina Guimarães